Guarda alternada

Por que não é a melhor opção?

O processo de separação é difícil e todos os envolvidos sofrem, em destaque para as crianças. Por isso, quando os pais se separam, uma das principais preocupações é garantir que os filhos mantenham uma rotina saudável e estável, com plena convivência com os genitores.

Por isso, em um primeiro momento, a guarda alternada pode parecer o ideal, tendo em vista que a criança teria o mesmo tempo de convívio com os pais, ou seja, a falta de um seria suprida. No entanto, embora essa opção pareça oferecer um equilíbrio justo, ela pode trazer mais desafios do que soluções para o desenvolvimento emocional e psicológico da criança.

Explico.

A guarda alternada pressupõe que o filho terá duas casas, alternando sua residência entre elas. No entanto, essa constante mudança de ambiente pode afetar o senso de segurança e estabilidade, algo essencial para o bem-estar infantil. Crianças, especialmente as mais novas, precisam de uma rotina previsível e de um ambiente estável para se sentirem seguras. Na guarda alternada, esse senso de previsibilidade pode ser comprometido, pois a criança pode enfrentar dificuldades em se adaptar às diferentes regras, rotinas e dinâmicas familiares em cada casa.

Outro ponto delicado é a potencial falta de consistência na criação. Mesmo que os pais se esforcem para manter uma comunicação saudável, é comum haver diferenças significativas nos estilos parentais. Isso pode causar confusão e sentimento de insegurança para a criança, que se vê obrigada a se ajustar constantemente a duas realidades. Essa fragmentação pode prejudicar não apenas o vínculo com os pais, mas também a estabilidade emocional da criança, interferindo no seu desenvolvimento psicológico.

Por esses motivos, muitos especialistas em direito de família e psicólogos infantis recomendam que a guarda compartilhada seja a primeira opção a ser avaliada, tendo em vista que ambos os pais dividem as responsabilidades e decisões importantes da vida da criança, mas ela permanece em um único lar. A guarda compartilhada busca equilibrar o papel parental, sem comprometer o bem-estar emocional da criança, que continua tendo uma base de segurança sólida e previsível.

A guarda compartilhada busca equilibrar o papel parental, sem comprometer o bem-estar emocional da criança, que continua tendo uma base de segurança sólida e previsível.

Juliana Viana (Advogada Especialista em Direito de Família e Mediação de Conflitos);

Telefone: (62) 98528-5846

 

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